Ancilostomíases

 

Familia Ancylostomidae: Esses parasitos apresentam capsula bucal com órgãos de fixação representado pôr placas ou pôr dentes. 

Espécies de interesse: 

·                Ancylostoma duodenale: parasita habitual do homem, possuindo dois pares de dentes na cápsula bucal subiguais. 

Morfologia:  adultos - os machos tem a cor esbranquiçada, ligeiramente e uniformemente encurvado  medindo 7 a 11 mm de comprimento, com bolsa copuladora bem desenvolvida. As fêmeas tem a mesma coloração do macho, medem 10 a 14 mm de comprimento, calibrosas, terminando em ponta romba e com espinho caudal. 

·        Necator americanus: parasita habitual do homem, a cápsula bucal é pequena, sendo observado no lado ventral um par de placas e no dorsal um dente seguido profundamente no sentido subventral de um par de lancetas.  

Morfologia: Adultos - esses helmintos tem a coloração amarelada de curvatura na extremidade anterior no sentido invertido ao do corpo. Os machos medem de 7 a 9 mm de comprimento, com bolsa copuladora alongada. As fêmeas medem de 9 a 11 mm de comprimento, com sua extremidade posterior arredondada, sem espinho caudal. 

·        Ancylostoma braziliense: parasita comum do intestino delgado de cães e gatos, possuindo na cápsula bucal dois pares de dentes desiguais. Morfologia: Adultos - semelhante as espécies de Ancylostoma com exceção do tamanho (são menores) e da cápsula bucal. 

·        Ancylostoma caninum: parasita comum do intestino delgado de cães e gatos, possuindo na cápsula bucal três pares de dentes subiguais.  

Morfologia:  Adultos - semelhante ao Ancylostoma duodenale com exceção da cápsula bucal. 

Quanto a morfologia dos ovos são comuns a todas as espécies: são arredondados ou elipsóides, medindo de 60 x 40 mm o Ancylostoma duodenale e 70 x 40 mm o Necator americanus. A parede do ovo é dupla, delicada e transparente, no interior pode ser observado as células de formado globoso e tonalidade acastanhada.

 

Patogenia: Resultado das ações das formas larvárias e adultas sobre o organismo.  

 

Ação patogênica das formas larvárias: passagem pelo tegumento cutâneo gerando prurido e infecções segundarias pelo inóculo de bactérias. Passagem pelos pulmões gerando lesões, hemorragia e irritabilidade.  

 

Ação patogênica das formas adultas: ação espoliadora no intestino delgado com destruição do tecido intestinal gerando hemorragias, ações toxicas pelas excreções e secreções dos helmintos.  

 

Sintomatologia: semelhante a outras helmintoses gerando um quadro de bronquite, dores torácicas, febre, tosse, irritabilidade, insônia, diarréias, dores abdominais, incapacidade física e mental na criança, edema de face, geofagismo, eosinofilia, anemia e pele amarelada.  

Diagnóstico: encontro nas fezes de ovos e de vermes adultos. 

Tratamento: tetracloroetileno, pamoato de pirantel, tiabendazol e mebendazole. 

Profilaxia: identificação dos portadores e tratamento, proteção para os pés (uso de calçados), uso de fossas sépticas e tratamento de esgotos. 

Larva Migrans Tegumentar: são parasitos de outros animais e que ocasionalmente parasitam humanos.

*Ancylostoma braziliense:   

*Ancylostoma caninum:

*Gnathosma spinigerum: helmintos parasitas de cães e gatos.

*Bunostomum phlebotomum: helmintos parasitas de bovinos.

         No Brasil a larva migrans tegumentar é relativamente freqüente, principalmente no litoral sendo mais comuns os parasitos: Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum. 

Sintomatologia: as larvas penetram na pele, gerando prurido, e erraticamente ocasionam lesões peculiares da dermatite linear verminótica (bicho geográfico). A cura pode ser espontânea. 

Diagnóstico: observação de pequenas lesões semelhantes a pápulas eritematosas que com o decorrer do avanço das larvas gera um rastro eritematoso bem característico. 

Tratamento: gelo, cloreto de etila, pomadas de tiabendazol e sais de piperazina. Em caso de infecções secundárias uso de anti-sépticos tópicos com iodo e metiolato. 

Profilaxia: interdições de cães e gatos à areias das praias, terrenos de construções e hortaliças. 

Larva Migrans Visceral: resultado da invasão de órgãos profundos por larvas de nematódeos de animais que atravessem a parede intestinal.